30 – Diário do dia 13 a 17/10/2018

O grupo que estava no evento era composto por Chilenos, Argentinos e Brasileiros. Além de nós, tinha um casal de brasileiros que estava viajando com os filhos num trailer, puxado por uma S10. O casal (Douglas e Fernanda) muito simpáticos e divertidos.

No evento, os MH recebiam as visitas dos moradores locais para conhecer cada casa. Quem quisesse poderia mostrar a sua casa. Os MH em sua maioria são americanos. Os chilenos podem importar tanto veículos usados como novos e por isso são bastante comercializados em todo o Chile. Fizemos uma amizade muito bacana com os nossos “Hermanos” argentinos e chilenos.

O dia foi teve apresentação de conjunto local, com suas musicas regionais e canções folclóricas. Teve também os tradicionais discursos de apresentação, e fui convidado para falar um pouco sobre os encontros de Veículos de Recreação (RV) na nossa região. Depois, foi a vez da Patrícia falar pelos hermanos argentinos. Após os discursos teve a apresentação de grupo folclórico de dança. A garotada fez várias apresentações e todas muito lindas. A noite teve jantar, onde cada família levava a sua comida e colocava numa mesa e compartilhava com os demais amigos que ali estavam. Teve a apresentação de uma cantora local, muito animada e divertida que cantava composições conhecidas deles, interpretando e envolvendo as pessoas. A noite foi tão bacana que ela atrasou o show que faria em outro evento. A noite estava fria e foi regada a muito vinho e também muitas histórias e piadas.

No domingo de manhã, após o café da manhã, começamos os preparativos para o deslocamento para outro local, a uns 20 kms da cidade, em sentido norte. Mas para isso, tínhamos que cruzar a cidade. A organização solicitou a colaboração dos carabineiros para guiarem todos os carros em segurança. Foram mais de 50 carros, um atrás do outro, cruzando sinais e todo tipo de cruzamento. E nestes locais os batedores ficaram fechando as ruas para a caravana passar.  A população olhava a caravana e acenava para todos nós. Chegamos ao Centro de Eventos “Sombra de Fuego”. Começamos a estacionar, e alguns carros tiveram que atravessar por um trecho que tinha um pouco de umidade no outro lado do restaurante. Olhando este trajeto, conversei para que me deixasse ficar num local próximo a entrada. Expliquei se chovesse seria muito difícil sair do local. Tudo certo, organizamos a nossa parada e preparamos o nosso almoço. À tarde, exploramos o local e acompanhei o início do acendimento do fogo para assar os cordeiros. Aproveitamos para nos aquecer no fogo e nos abrigamos de uma chuva com vento.

Mas no final da tarde, teve uma oficina sobre cuidados com o MH com o Sr. Rodrigo Kostner da Pacific Trailer de Santiago. Após, começamos a nos deliciar dos cordeiros e acompanhamentos e muito vinho. Muita conversa animada. Na sequencia teve varias premiações e recebemos um troféu por sermos os Rodanteros mais distantes presente. Enfim, preparam a festa com muito carinho para com todos os presentes. Depois muita música, apresentação de um grupo de dança e no final a pista foi liberada até de madrugada para os presentes se divertirem capitaneado pelo “DJ Carto”.

Na segunda-feira, começou o pessoal voltar para suas casas. Alguns MH tiveram que ser rebocados, pois aquele trecho que comentei antes, estava muito complicado pelas chuvas. Foi um divertimento a aparte. Ficamos até o final e depois rumamos para a casa do “Cato” onde tem serviço de apoio para viajantes de MH, Campers, etc. A noite teve mais churrasco com muito vinho também. Foi mais uma noite divertida com muito bom papo.

No dia seguinte, nos despedimos e pegamos a Ruta 9 em direção ao sul até Fuerte Bulnes. O asfalto segue até ao monumento do Centro Geográfico do Chile. Informa na placa que dali até a Arica na divisa com Peru, ao norte, é a mesma distancia do Polo Sul, até final do território Chileno. Fica difícil de acreditar, mas quando se vai verificar nos mapas, temos a total dimensão do território chileno. Tem um museu no local para visitar. Dali em diante a estrada é de rípio. Tocamos por mais alguns kms, chegamos a uma vila e dali estava difícil atravessar. Estavam trabalhando na rodovia, colocando terra e passando o rolo. O solo estava muito fofo e molhado. Paramos. Pensamos muito! Tínhamos uma vontade enorme para continuar, mas o bom senso, nos fez recuar da decisão e fizemos a volta. Mais um local para quando voltarmos em outra oportunidade. Retornamos em direção a Punta Arenas, parando várias vezes para fotos e apreciarmos as paisagens. Chegamos ainda dia, tocamos até uma estação de serviço fora da cidade para passarmos a noite.

Amanheceu, reabastecemos o “Bison” e tocamos pela Ruta 9 até a vila de Gov.Phillip. Dali seguimos pela Ruta 255, até o cruzamento com a Ruta 257, que nos leva até Punta Delgada para pegarmos o ferry, e cruzarmos o Estreito de Magallanes. Estava muito tranquilo e com pouco vento.   Do outro lado, fica a estação das barcas Bahia Azul.  Continuamos pela mesma Ruta 257 até o Paso San Sebastian. A rodovia estava impecável e praticamente toda concretada, faltando o acostamento. Tinha alguns desvios e 30 km de ripio até ao Paso. Creio que por ver muita gente trabalhando, até o mês de março, no máximo estará tudo pronto.

Lembram, que comentamos nos posts anteriores, quando fizemos os documentos na entrada da Argentina em Uruguaiana, do funcionário recém-chegado desse Passo San Sebastian? Pois é, falamos sobre ele, e que mandou abraços para todos. Foi muito divertido, e demos muitas risadas juntos. Serviu para quebrar o gelo e foram todos muito simpáticos.

Atravessando a fronteira, a Ruta é a 3 e tem mais 9 km de ripio no lado Argentino. Depois, tudo asfalto. A viagem por estes lados é muito interessante e tem que ter muita atenção pelos animais que cruzam a rodovia. Em Rio Grande, reabastecemos o “Bison” de combustível e aproveitamos para completar o tanque de água. Em Tolhuin, uma policial nos parou para saber para onde íamos, e perguntei-lhe se ainda tinha neve no Paso Garibaldi. A informação era de que a neve não estava bloqueando a Ruta 3. Já estava escurecendo quando passamos pelo lindo Lago Fagnano e cruzamos o Paso Garibaldi. É um lindo Paso. Quando em 2004 e 2005 demos a nossa na América do Sul, ficamos alguns dias a mais em Ushuaia por ter sido fechado esse Paso pela neve.

Dali tocamos até Ushuaia. Mas isso conto no próximo Post.


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